quinta-feira, 25 de novembro de 2010


Gabriel Garcia Marquez

 
"Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marionete de trapo e me oferecesse mais um pouco de vida, não diria tudo o que penso, mas pensaria tudo o que digo. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais, entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Andaria quando os outros param, acordaria quando os outros dormem. Ouviria quando os outros falam, e como desfrutaria de um bom sorvete de chocolate!

Se Deus me oferecesse um pouco de vida, vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto, não apenas o meu corpo, mas também a minha alma. Meu Deus, se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperava que nascesse o sol. Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre as estrelas de um poema de Benedetti, e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à lua. Regaria as rosas com as minhas lágrimas para sentir a dor dos seus espinhos e o beijo encarnado das suas pétalas...

Meu Deus, se eu tivesse um pouco de vida... Não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas de quem gosto que gosto delas. Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo amor. Aos homens provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar! A uma criança, dar-lhe-ia asas, mas teria que aprender a voar sozinha. Aos velhos, ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice, mas sim com o esquecimento.

Tantas coisas aprendi com vocês, os homens... Aprendi que todo o mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a encosta. Aprendi que quando um recém-nascido aperta com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do seu pai, o tem agarrado para sempre. Aprendi que um homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se. São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me hão de servir realmente de muito, porque quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer..."

domingo, 21 de novembro de 2010

O DNA DO UNIVERSO



A palavra Kabbalah significa diferentes coisas para diferentes pessoas. Em síntese, é uma sabedoria antiga que revela como o Universo e a vida funcionam. No sentido literal, a palavra Kabbalah significa “receber”. É a ciência sobre como alcançar a plenitude em nossas vidas.

Sabedoria Antiga
Há aproximadamente 4.000 anos, um conjunto de princípios espirituais foi transmitido à humanidade num momento de divina revelação. Essas antigas revelações desbloquearam todos os mistérios da humanidade; o código secreto que governa o Universo. É a grande Teoria Unificada perseguida por Einstein. É um incrível sistema de lógica e uma tecnologia fenomenal que pode alterar o modo como você vê a vida. É a mais antiga e sagrada documentação existente, transbordante de sabedoria. Esse extraordinário e poderoso conjunto de ferramentas é conhecido como Kabbalah – o manual original de instruções para a vida.

Em anos recentes, milhões de homens e mulheres no mundo todo descobriram a Kabbalah e tiveram suas vidas transformadas drasticamente. Kabbalah é a mágica que também vai transformar sua vida. Seus princípios atemporais são aplicáveis a todos aqueles que buscam plenitude.

Kabbalah também significa ficar livre do caos e viver o Universo da forma que o Criador planejou você o fizesse. Ao aprender Kabbalah você compreenderá o que significa o caos de fato, os desafios, as dificuldades, as decepções que o arremessam para fora do seu centro todos os dias. E você se dará conta de que isso nunca teve que fazer parte da sua vida. Além disso, você descobrirá poderosas ferramentas para eliminar o caos e substituí-lo por harmonia, amor e plenitude.

Nosso universo físico opera sob um conjunto claro de leis espirituais. Você pode não estar consciente das leis que o governam; leis cujo poder encontra-se disponível para você diariamente. Agora, com a sabedoria da Kabbalah, essas leis espirituais lhe serão explicadas, de forma que você as compreenda. Você será capaz de perceber sentido em sua vida e estará mais bem equipado para vivê-la sem sofrer demasiado caos. Essa é a magia, o poder que a Kabbalah oferece.

Pode parecer improvável que um conhecimento primeiramente transmitido há 4.000 anos possa ter alguma relevância para homens e mulheres do mundo atual.

Mas o fato é que necessitamos da sabedoria da Kabbalah, agora mais do que em qualquer outra época da nossa história. Kabbalah não é uma religião, não é um dogma nem tampouco um sistema de crenças que você precisa endossar. Mais importante ainda, não é uma opinião pessoal sobre como o Universo funciona. Trata-se apenas de um conhecimento atemporal cujo tempo finalmente chegou.  


O Segredo Revelado
Os ensinamentos que formam a base da Kabbalah existiram desde o princípio dos tempos, mas seu primeiro registro escrito é chamado O Livro da Formação. Esse documento antigo, escrito há 4.000 anos, se concentra em ajudar-nos a compreender os segredos do Universo, mas se tivéssemos que abri-lo para tentar entender nossas vidas e por que as coisas frequentemente não saem como nós esperamos, encontraríamos grande dificuldade ao tentar extrair algum significado.

Entretanto, há 2.000 anos, o conjunto principal de ensinamentos da Kabbalah, chamado  O Zohar ou O Livro do Esplendor, foi revelado e manifestado em Israel pelo Rabino místico Shimon Bar Yochai. O conhecimento sobre como o Universo funciona está contido na Torá (também conhecida como Os Cinco Livros de Moisés ou O Velho Testamento), porém Rabi Shimon explica que todas as suas histórias não devem ser estudadas no seu sentido literal.    

Muito pelo contrário, elas são analogias ou códigos a respeito de como o Universo funciona no sentido espiritual. A codificação tem o propósito de nos ensinar que, a fim de que possamos extrair a plenitude, devemos buscar  um sentido mais profundo. O Zohar decifra a antiga escritura. De fato, capítulo por capítulo, ele explica o verdadeiro significado espiritual contido em cada história bíblica.

Durante séculos, o estudo da Kabbalah foi conduzido estritamente por homens judeus muito instruídos, com idade acima de quarenta anos, e proibido aos demais. Porém não era nada fácil para eles. Desprezados pelo meio religioso oficial em seus esforços para tornar a Kabbalah e o ensinamento do Zohar disponível para homens de todas as posições sociais, muitos foram torturados e tiveram suas vidas arruinadas.

Atualmente, qualquer pessoa pode estudar e se beneficiar da Kabalah, desde que tenha sempre em mente, os nobres objetivos de compartilhar o bem e a luz do universo.

Kaballah.com

O JUDAISMO E A MULHER*

                                Alina Treiger*

No Talmud achamos leis que confirmam a Halacháh, a lei judaica. Porém muitas vezes a prática fica longe do que a lei judaica propõe a respeito dos direitos, obrigações e status das mulheres. Muitas práticas dentro do judaísmo nas quais se discrimina a mulher não tem nenhum embasamento halachico (legal).

Portanto, cabe nos perguntarmos como é que sucede este fenômeno. A resposta é bastante simples: o desenvolvimento do judaísmo não se deu fora das demais sociedades, portanto, muitas práticas são parte da fusão que se produz no convívio entre diferentes culturas.

Não podemos esquecer que as fontes foram escritas pelos homens, interpretadas e analisadas por escolas rabínicas também constituídas por homens.

Igualmente a perseguição que sofre a mulher na história universal é a que sofreu a mulher judia dentro de seu povo, para compreender este desenvolvimento se requer comparar e contrastar as escrituras e a vida cotidiana e desta comparação nascem os papéis múltiples que as mulheres ocuparam e ocupam na vida judaica.

O papel da mulher não somente modificou o judaísmo através de variáveis como os espaços geográficos (diáspora) ou o tempo histórico senão também em função das diferentes correntes e interpretações que existiram e existem sempre no judaísmo.

Por exemplo, os talmudistas deram direitos às mulheres, como a propriedade privada, e estabeleceu o contrato matrimonial através do qual o homem se via na obrigação de manter, apoiar e honrar a sua esposa. E no século Xl quando o rabino Guershon de Mainz junto a outros sábios proíbe ao homem ser bígamo ou a divorciar-se de sua esposa sem seu consentimento.

Mas a mudança profunda a respeito do status da mulher no judaísmo deu-se a partir da modernidade quando o próprio judaísmo se enfrentou com as trocas ideológicas e filosóficas que sacudiram a Europa. Além do que, sempre existiram diferentes escolas e idéias dentro do judaísmo desde tempos bíblicos, todas se mantinham debaixo de um guarda chuva comum que era viver de acordo com a lei judaica, portanto, o judaísmo não era uma religião e sim, uma forma de viver.

A modernidade obrigou ou judeus a separar a religião do resto dos aspectos que compunham a cultura judaica, por exemplo, o idioma, o modo de organização, a educação etc.

Uma das conseqüências fundamentais foi até hoje em dia a formação de distintas correntes religiosas dentro do judaísmo. É por isso que temos judeus ortodoxos, judeus reformistas, judeus conservadores, judeus laicos, judeus sionistas, judeus antissionistas e um sem números de sub-ramos dentro destes. Cada uma destas linhas dentro do judaísmo tem sua postura a respeito da relação e o status da mulher dentro da comunidade.

Por exemplo, vejamos alguns dados: os judeus reformistas em 1846 (Alemanha) outorgaram igualdade religiosa à mulher; isto significou que podiam ascender à leituras públicas da Torá (ser chamada à Torá), utilizar talit, tefilin, etc. Em 1972 o Seminário Reformista do Hebrew Union College ordenou a primeira mulher rabina; dez anos mais tarde já havia 72 delas.

O movimento conservador sempre se manifestou pela igualdade do homem e da mulher no serviço religioso, foi só em 1984 que se ordenou a primeira mulher rabina.

A corrente ortodoxa ainda hoje se nega a aceitar este como um possível direito para a mulher.

Se aproximarmos a lupa tanto ao Talmud como ao Tanach concluiremos que ambas estão cheias de histórias, relatos, anedotas, personagens e leis vinculadas ao mundo feminino e por suposto às mulheres.

Assim se consultarmos o índice do Talmud constatamos que a questão das mulheres é vista em numerosos tratados sendo um tema muito importante.
Dos seis grandes tratados (sedarim) que compõem o Talmud, há um denominado Nashim (mulheres) e outro denominado Tehorot (purezas) e entre este um denominado Nida: menstruação.

Em inumeráveis passagens se fala de mulheres.

Mas também temos que dizer que o Talmud é esse livro onde os homens falam delas, recorrer suas paginas é adentrar-se no pensamento judeu masculino a respeito da mulher.

A Halacháh indica que é judeu aquele nascido de um ventre judeu significando que o judaísmo se transmite por linha materna e se acreditam que é simplesmente um tema de sangue, mas não, é bastante mais complexo. Se bem que a lei foi instaurada em tempos medievais, já na Bíblia aparecem os grandes personagens, heróis (homens) vinculados desde antes de seu nascimento a histórias de mulheres. Assim grandes personagens como José, Moisés, David, Samuel e outros começam seus relatos antes de seu nascimento; em alguns casos mulheres estéreis que finalmente conseguem parir, em outros o desejo de ser judia, em outros amores não correspondidos, mas em todos os casos o que verdadeiramente transmitem essas mães para a cultura judaica é o desejo de pertencer ao povo judeu; aí esta a chave da relação entre a lei judaica da qual fazem parte as mulheres.

Segundo os talmudistas, a mulher é a pedra angular da família, a guardiã da Fé e transmissora da cultura. Os rabinos extraem esta conclusão do texto bíblico, pois em Gênesis 1 diz: que a mulher foi criada da costela (osso) de Adão. Portanto, daí obtém sua dureza enquanto que o homem surgiu a partir de terra.

Outros textos Talmúdicos entendem a mulher como sendo mais inteligente que o homem dado que o texto bíblico utiliza o verbo: bana, construir para a criação da mulher. Em hebraico, inteligência provém desse mesmo verbo: bina. Enquanto que para Adão foi lhe dado à vida a partir de um sopro de ar.
Como sempre no mundo das fontes estas considerações têm aplicações legais, portanto, disso se deduz que a maioridade dentro do judaísmo para as mulheres é antes que para os homens; o Bar mitsváh é aos 13 anos e o Bat Mitzváh para as mulheres é aos 12 anos.

Estes exemplos servem simplesmente para nos perguntarmos se realmente a sociedade judaica é e foi tão patriarcal ou se somente é assim em aparência.

Muitos versículos o mishnaiot declaram que para que o homem seja um ser completo necessita da companhia de uma mulher.

“Um homem solteiro não é um homem no pleno sentido da palavra” (T.B. Iebamot, p. 63 b)

“Quem encontrou uma mulher encontrou um bem” (Provérbios 18, vers. 22)
  
Para o judaísmo a boa esposa não é aquela mulher submissa e submetida passivamente a seu esposo, mas sim, a mulher que leva as rendas do lar transformando-o em um lugar judeu. Lar e mulher são termos que para a cultura judaica caminham paralelamente, mas assim como podemos citar múltiplos exemplos nos quais as mulheres são descritas como seres possuidores de grandes virtudes também poderíamos achar nas escrituras dezenas de citações altamente misóginas que desqualificariam todo o escrito até agora. Por exemplo, citar que até o século XX o movimento ortodoxo não considerava  a educação formal para as mulheres dada sua escassa participação da vida religiosa comunitária. Simplesmente podiam escutar as aulas separadas dos meninos. Desde 1917 diversas autoridades religiosas consideraram um tanto contraditório depositar a responsabilidade da educação no lar com a mulher e que não estava corretamente preparada para desenvolver tal tarefa.

Foi então que em Cracovia (Polônia) se organizou a primeira escola para mulheres, iniciando o sistema educativo que existe hoje em dia Beit Iaacov.
Esta tensão permanente entre igualdade e discriminação se arrasta desde as raízes da cultura judaica. Às vezes, se sobrepõe uma atitude, às vezes outra. Ambas convivem nele.

O judaísmo mantém uma atitude basicamente ambivalente quanto à mulher. Nossa geração corre o risco que ocorram outras. E o que o texto objetiva é que se converta em um padrão de uma ou outra visão de mundo. O texto em sua riqueza infinita guarda todas as vozes. Nossa é a sabedoria de saber ouvir-las e não ficarmos somente com uma.


* Homenagem à Alina Treiguer.
Pela primeira vez em 75 anos, uma mulher foi ordenada na Alemanha, marcando a retomada de uma comunidade judaica devastada pela Shoah (Holocausto).
 Alina Treiger, 31 anos, originária da Ucrânia, tornou-se sacerdote do culto judaico durante cerimônia emocionante em uma sinagoga do oeste de Berlim, que contou com a presença do presidente, Christian Wulff.
 Ela é a segunda mulher ordenada na Alemanha. A primeira, também do mundo, a conseguir o título foi Regina Jonas, em 1935 – assassinada em Auschwitz em 1944, aos 42 anos.

sábado, 20 de novembro de 2010

Shalom Aleichem

Ser Judeu Não tem Preço.

O QUE É O AMOR?


Nesse mundo moderno, cada dia que passa encontramos mais e mais pessoas doentes de....amor. São aqueles que vivem de “achismo”, acho que amo; acho que sou amada; acho que vai melhorar; acho que vai mudar etc.
O maior problema é que essas pessoas não tem a mínima idéia do que é o amor.
Mas o que é realmente o amor, ou, o que não é AMAR – tenho certeza de que muitos de nós sabe mais o que não é amor - alguns poucos se permitem viver relações para as quais estão prontos.
Exemplo: uma moça, muito família, que vive em perfeita harmonia com os pais, irmãos etc., vai se casar com um rapaz que não tem um bom relacionamento com a mãe, vive dizendo que quer sair de casa, acha que vai ser sua salvação, passou por uma infância difícil etc. Pergunto: quem está preparado para casar? Respondo: a moça, porque está em perfeito equilíbrio emocional e sabe exatamente que, deixando essa família feliz, só para viver em outra do mesmo modo...feliz. O rapaz está fugindo daquela vida ruim e, fatalmente, irá repetir todas as suas angústias, erros e temores na nova vida. É a tal da projeção.
Voltemos ao assunto: o que não é amar: é viver em função do outro, viver em uma confusão de pensamentos e sentimentos que tiram o foco, viver triste, com receio da perda, do abandono, da mentira, aceitar migalhas, viver se rastejando, falar o que não sente, conceder indefinidamente, adiar sonhos, encolher, esconder-se, deixar-se morrer, anular-se, fazer sexo porque ele quer, mesmo que eu não sinta nada.
AMOR, por sua vez é um milagre. Embora todos queiramos experimentá-lo, buscamos ou aceitamos parceiros que não têm condições de nos mostrar o caminho. Não sabem nada sobre o amor e o que é amar. Ignoram como é bom ter alguém por perto para compartilhar, ser e estar.
Então, como é viver uma relação onde cada um dá o seu melhor? O amor floresce. Cada um decide no dia-a-dia - escolher a relação. Com é viver dessa forma? Dois inteiros, dois que querem e investem no relacionamento, trocam?
É partilhar, é dizer não e sim na mesma proporção, é escolher o momento certo, é comer algo e ser sincero dizendo eu não gostei, é dizer não estou a fim, é dar somente aquilo que recebe, nem mais e nem menos, porque o amor só fica ao lado daqueles que se valorizam, que nutrem a alma com coisas boas, que cuidam do corpo físico como um templo, um palácio, que respiram fundo e expiram sorrindo, que fecham os olhos para sentir o que é bom, abrindo os olhos da alma, isso é amar.
Existem pessoas que vivem absurdos, nascem para não dar certo. E ainda dizem que não tem sorte no amor, ou tem sorte nos negócios e não na vida sentimental. BOBAGEM de gente mimada que acha que tudo tem que ser do jeito que pensam e querem, que acreditam serem tão insignificantes que só aquela pessoa escrota é capaz de aguentá-la. Não abrem os olhos para ver que existem milhões de pessoas no mundo, prontas para se aproximarem de você assim que a sua energia obscura e fenecina, sórdina, purulenta deixar. É fácil falar que não damos sorte no amor quando trazemos para nossas vidas tudo o que não dá, que não presta, tudo o que não funciona, tudo o que não é amor. Qualquer coisa.
QUALQUER COISA
Pode ser paixão, excitação, autopunição, desejo carnal, desejo animal, burrice. Pode ser qualquer coisa. Mas não AMOR. Essas situações faz do homem ou mulher, reféns do parceiro, infantis, desajustados, desequilibrados, débeis. Essas escolhas nos tornam eternos infelizes, vítimas, nos colocam no chão - abaixo do asfalto, abaixo do aceitável...
O AMOR É INCONDICIONAL... essa coisa que MUITOS vivem, não é verdadeiramente amor... Pode ser controle, dependência, pode ser simplesmente escolha com base em crenças erradas... Aquelas mesmas que trazemos da infância e repetimos na vida adulta. Crenças como "só eu vou poder mudá-lo(a)", "ele(a) me ama, só não sabe", "está acontecendo algo - forças estranhas separam nosso amor", "ele(a) me quer - só não consegue aceitar", etc, etc. ABRA OS OLHOS, NINGUÉM MUDA NINGUÉM a pessoa aceita os seus defeitos e tenta POR SÍ SÓ, fazer algo em SEU BENEFÍCIO E DAQUELA PESSOA COM QUEM ESTÁ ENVOLVIDO.
O pior é achar que tudo isso É NORMAL. Saiba que NÃO É NORMAL. Normal deveria ser o bom. Viver uma relação sem o medo da perda, sem dor, sem sofrimento, sem choro, sem pirações, sem qualquer função que nos tira do nosso foco, nossos sonhos, nossos planos de crescimento e desenvolvimento humano. Se o amor nos afasta da vida comunitária, profissional e do respeito à nossa vida religiosa e acima de tudo à própria pessoa como indivíduo, NÃO É AMOR, É UMA MALDIÇÃO.
NÃO É NORMAL viver querendo morrer... Relações com essa dinâmica viciam. São cheias de EMOÇÃO, DE ALTOS E BAIXOS, DE PAIXÃO, VIDA E MORTE. Atraem por ser SUPER, SOBRENATURAIS, ENIGMÁTICAS... Fazem-nos viver na ilusão fora da realidade, nos esquecer da verdade, do ser, do amor verdadeiro. Enganamo-nos...
Conto um caso que atendi e que ilustra muito bem o que quero dizer. Esse não é o único, tenha certeza.
Uma mulher estava envolvida com um rapaz mais jovem - desempregado, não havia estudado, ciumento, violento, envolvido com outras mulheres, sem escrúpulos, com valores distorcidos, sem qualquer possibilidade de acompanhá-la. Enfim, um estorvo. O mais incrível é ouvi-la dizendo: "MAS EU O AMO!". Aí perguntamos: mas é amor mesmo ou você precisa de um parceiro sexual apenas, precisa de carinho, ou gosta de apanhar, vai ver é isso, não seria novidade. Nada disso, é doença mesmo. E, o mais difícil é dizer ao paciente: "ISSO NÃO É AMOR! É DOENÇA! Busque ajuda.
Como podemos começar o processo de cura? SIMPLES, MAS MUUUUIIIITO SIMPLES, É A COISA MAIS ÓBVIA QUE EXISTE, converse com pessoas que vivem relações saudáveis. Veja como vivem. O que esperam um do outro. Como é seu dia a dia. Nessas relações o que há é RESPEITO, HARMONIA, DEDICAÇÃO, RESPONSABILIDADE. Há um cuidar da relação que os mantém fortes, unidos, íntegros, saudáveis. Um conviver que faz bem. Não tem soluços, não têm idas e vindas, rompimentos e voltas..."
AMOR é diferente do que está vivendo! É tranqüilo no que pode ser, quente no que deve ser...É esse o amor que podemos escolher: sem sobressaltos, sem dor, sem tristeza, um amor leve, livre, solto, um amor que vem para ficar, para uma vida, para o tempo que durar.
Um amor que, sim, terá altos e baixos, conquistas e derrotas. Mas que se sobressai a todos os percalços que a vida um dia traz. Permanece.
Abra a sua mente e deixe que as energias novas encontrem o seu espírito.  Rompa totalmente com a dor e o sofrimento, faça isso IMEDIATAMENTE, sem demora, jogue tudo que é ruim fora, guarde só coisas bonitas, não se apegue à carne, mas à alma, não se ligue ao externo, mas ao interno, raciocine com a cabeça e não com as outras partes do corpo. Quem não respeita não merece respeito e quem se deixa desrespeitar, não merece ser feliz. AINDA HÁ TEMPO PARA MUDAR, É SÓ TER CORAGEM E COMEÇAR.

QUE A LUZ CONSIGA ATRAVESSAR O ESCUDO QUE VOCÊ CRIOU AO SEU REDOR E QUE A AJUDE A MUDAR E A RECEBER A FELICIDADE QUE TE ESPERA.







SALAM X SHALOM


Os dois lados da mesma guerra

E assim vão à guerra vestidos para a liberdade os homens de boa vontade.
Espelham-se em suas verdades;
E as espalham por todas as veias;
Bradam seu sentimento como se fosse só de um lado.
E nem um, nem outro, consegue ver além.
Por isso se digladiam e morrem em nome dela.
...todos estão certos.